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Energia inteligente reduz perdas de US$ 2,3 bi em portos

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Foto: Tom Fisk / Pexels

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, o Brasil vive um ciclo recorde de investimentos: foram R$ 22,3 bilhões aplicados em infraestrutura portuária entre 2023 e 2024, mais que o triplo do biênio anterior. Em julho de 2025, foi anunciado ainda um pacote adicional de R$ 4,7 bilhões para modernizar nove terminais privados em seis estados.

Com mais navios, mais carga e mais turnos, a exigência por confiabilidade elétrica cresce junto. Uma pane que interrompe o fornecimento de energia pode paralisar pátios inteiros e atrasar embarques internacionais, gerando impactos logísticos e financeiros em cadeia.

“A gente fala muito em automação e digitalização dos portos, mas nada disso funciona se a base elétrica não for confiável”, destaca Amaral. “O painel certificado garante essa base, ele entrega continuidade de serviço, reduz risco humano e evita falhas catastróficas.” Amaral reforça: “As modernizações elétricas e digitalização de sistemas incluem a adoção de Cubículos Certificados SM6, com certificação internacional, conectividade IoT e monitoramento remoto.”

Assim, esse ambiente de expansão é pressionado por eficiência, e a resposta começa, muitas vezes, junto à tecnologia, onde sistemas inteligentes trazem para o porto automação, monitoramento em tempo real e controle de energia com alto grau de confiabilidade.

“Os painéis certificados protegem a energia que alimenta guindastes, esteiras, sistemas de refrigeração e toda a infraestrutura operacional. Trata-se de um outro patamar de segurança e confiabilidade”, afirma Amaral.

Esses equipamentos seguem normas internacionais, como as NBR IEC 62271-200 e 60694, e passam por ensaios rigorosos de arco interno, resistência e conectividade, garantindo que a operação siga mesmo sob as condições mais severas. 

“Um painel certificado não é apenas um equipamento seguro. Ele é um sistema inteligente, capaz de comunicar falhas iminentes, permitir manutenção preditiva e evitar que o porto inteiro precise parar por conta de um único componente”, explica Fábio Amaral, engenheiro eletricista e CEO da Engerey Painéis Elétricos.

Um navio parado no cais, caminhões esperando para descarregar, contêineres acumulados e prazos que estouram. O que, para o público, passa despercebido — uma simples falha elétrica —, para o setor logístico pode significar milhões em perdas.

Só em 2024, os custos com demurrage no Brasil (a sobre-estadia cobrada quando o navio ultrapassa o tempo contratado de atracação) chegaram a US$ 2,3 bilhões, segundo levantamento da Bain & Company.

“Hoje o engenheiro pode visualizar em tempo real o status de cada componente do painel elétrico”, explica Amaral. “Se algo começa a sair do padrão, ele consegue agir antes que o problema ocorra, sem precisar interromper toda a operação portuária. É isso que garante a continuidade, o verdadeiro diferencial em ambientes críticos.”

Uma única hora de atraso em um terminal de contêineres pode custar centenas de milhares de dólares em multas e operações reprogramadas. A adoção de painéis certificados e inteligentes, como as Células Modulares SM6 Schneider, ajuda a blindar as operações contra interrupções e riscos elétricos, permitindo que a energia flua com segurança e previsibilidade.

“O selo de certificação internacional reforça o profissionalismo da nossa equipe e o compromisso com a eficiência e a segurança de cada projeto”, afirma.

Para os portos brasileiros, sob pressão crescente de volume, velocidade e logística 24/7, não basta apenas “ter energia”.

“É preciso ter energia entregue de forma segura, contínua e inteligente. Os painéis certificados fazem parte dessa transformação que garante que a engrenagem logística não pare”, conclui o CEO da Engerey.

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