O mercado brasileiro de crédito segue em expansão, mas o acesso ao capital ainda representa um desafio relevante para empresas de médio porte.
Apesar de o volume total de crédito no país se aproximar de R$ 20 trilhões e registrar crescimento superior a 12% nos últimos 12 meses, segundo dados do Banco Central, o custo das operações continua elevado, com taxas que em muitos casos ultrapassam 40% ao ano.
Nesse ambiente de maior seletividade bancária e pressão sobre o caixa corporativo, cresce a procura por alternativas mais rápidas e flexíveis de financiamento.
Foi nesse contexto que a fintech Bankme encerrou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento de 20% no volume de capital operado.
Desde sua criação, a empresa já movimentou R$ 1,2 bilhão em operações estruturadas, distribuídas em 22 estados brasileiros e envolvendo mais de 300 transações voltadas principalmente a médias empresas.
A companhia atua em um segmento que vem ganhando relevância diante das limitações das estruturas tradicionais de crédito.
Enquanto operações convencionais podem levar semanas ou até meses para serem concluídas, a fintech afirma conseguir finalizar processos em até três dias, utilizando tecnologia e modelos próprios de estruturação financeira para acelerar a liberação de recursos.
O avanço ocorre em um momento em que empresas buscam maior previsibilidade financeira para equilibrar expansão, capital de giro e gestão de liquidez.
Nos últimos anos, operações de crédito estruturado passaram a ocupar espaço crescente nas estratégias corporativas como alternativa para diversificação de funding e redução da dependência bancária.
Segundo Thiago Eik, fundador da Bankme, a demanda das médias empresas vem mudando de perfil.
“Estamos observando uma transformação importante no mercado. As médias empresas continuam demandando capital, mas buscam soluções mais inteligentes, ágeis e alinhadas à dinâmica dos seus negócios. Nosso crescimento no primeiro trimestre reflete justamente essa mudança de comportamento e a consolidação do crédito estruturado como uma alternativa cada vez mais relevante no Brasil”, afirma.
A expectativa da fintech é manter o ritmo de expansão ao longo de 2026. Depois de fechar 2025 com faturamento superior a R$ 50 milhões, a empresa projeta crescimento de 50% neste ano, impulsionado pela ampliação geográfica da operação e pelo aumento da demanda por soluções alternativas de financiamento.