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A “FIDC-ização” da indústria: Como médias empresas estão usando o próprio balanço para financiar clientes e fornecedores

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Foto: Divulgação

Com crédito caro e mais seletivo no Brasil, médias indústrias passam a estruturar suas próprias soluções de crédito para financiar clientes e fornecedores, transformando o balanço em motor de crescimento e reduzindo a dependência do sistema financeiro tradicional

Diante de um cenário de crédito restritivo e custos financeiros pressionados, as médias indústrias brasileiras encontraram no próprio balanço o motor para sustentar o crescimento em 2026. O movimento, batizado de “FIDC-ização”, permite que essas companhias estruturem operações de crédito próprias para financiar seus ecossistemas de clientes e fornecedores, reduzindo a dependência histórica do sistema financeiro tradicional.

Com a Selic projetada para encerrar o ano em 12,5% e uma postura mais conservadora dos bancos após episódios recentes no setor, o acesso ao capital de giro tornou-se um dos principais gargalos para o middle market.

Dados do Banco Central indicam que, embora o volume de concessões de crédito apresente crescimento, o ritmo segue moderado e o custo permanece elevado, pressionando especialmente empresas de médio porte.

Na prática, modelo liderado pela Bankme, permite que a indústria antecipe recebíveis, ofereça prazos mais competitivos e garanta liquidez para toda a cadeia produtiva. 

“O crédito deixa de ser apenas uma linha de custo e passa a ser uma ferramenta estratégica de crescimento”, afirma Thiago Eik, fundador e CEO da fintech. “Ao estruturar um mini banco, a empresa captura margem, ganha previsibilidade e deixa de ser refém do humor do mercado.”

A tendência de desintermediação financeira é sustentada pelo avanço dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), cujo patrimônio líquido deve atingir a marca histórica de R$ 1 trilhão até 2026. Nesse contexto, a “FIDC-ização” surge como uma adaptação desse modelo à realidade das médias empresas, com ganho relevante de agilidade. 

Enquanto estruturas tradicionais podem levar meses para serem implementadas, soluções tecnológicas permitem que companhias passem a operar seu próprio braço financeiro em poucos dias, com governança e gestão de risco equiparáveis às de grandes corporações.

Além de ampliar o acesso ao crédito, o modelo também traz ganhos operacionais e financeiros. Empresas no regime de lucro real podem otimizar a eficiência tributária das operações, enquanto a gestão estruturada de risco aumenta a previsibilidade e reduz a inadimplência.

Outro ponto relevante é a continuidade operacional: ao financiar a própria cadeia, a indústria garante que clientes e fornecedores permaneçam ativos mesmo em cenários de restrição de liquidez sistêmica.

A Bankme acompanha esse movimento de perto. A fintech encerrou 2025 com faturamento de R$ 56 milhões e mais de R$ 1,5 bilhão operado em 22 estados brasileiros, somando mais de 200 operações ativas. Para 2026, a meta é dobrar de tamanho, impulsionada pela crescente demanda de empresas que buscam estruturar soluções próprias de crédito.

“Estamos entrando em um ciclo em que quem domina o próprio crédito domina o crescimento”, conclui Eik.

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A Bankme é uma fintech que simplificou e barateou as FIDCs, permitindo que médias empresas superem os desafios de crédito e gestão de caixa. Por meio de soluções de crédito estruturado — operações internas e reguladas — as empresas podem antecipar recebíveis, alongar prazos e rentabilizar capital com mais autonomia. Utilizando instrumentos como debêntures e securitização, a solução da Bankme permite que empresas financiem seus próprios clientes, fornecedores ou antecipem seus próprios recebíveis, com recursos da PJ ou PF (sócios e investidores) . Em apenas três dias, essas organizações passam a operar com mais eficiência financeira e tributária, reduzindo custos e criando novas fontes de receita. Atualmente, a Bankme conta com mais de 200 soluções ativas, R$ 500 milhões sob gestão e R$1.5 bilhão em operação, registro na CVM, além do apoio de grandes fundos como DOMO VC, Apex Partners e Bamboo.

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