Por Bruno Lage, administrador com MBA em Finanças (FGV); atuou em grandes bancos e family offices. Em 2015, cofundou a Catálise Estruturação e Gestão de Fundos com Marcelo Aoki
Quando eu e Marcelo Aoki fundamos a Catálise, em 2015, tínhamos uma sala, uma mesa de madeira, a amizade e a vontade de fazer acontecer. O cenário era desafiador, mas de uma coisa tínhamos certeza: queríamos construir algo diferente no mercado financeiro e mudar a visão e a forma de conseguir crédito.
E naquele momento, ainda sem imaginar o tamanho que a empresa alcançaria, uma coisa já estava clara para nós: nenhum negócio cresce sozinho. São as pessoas que sustentam uma empresa de verdade.
Com o tempo, a Catálise cresceu. Hoje somos mais de 100 colaboradores, atuando em diferentes áreas e estados do país. Mas, quanto maior a empresa se torna, mais eu acredito na importância de preservar a proximidade e transparência.
Crescer rápido é desafiador. Manter a cultura durante esse crescimento é ainda mais. Desde o início, sempre buscamos construir um ambiente onde as pessoas se sintam parte do negócio, entendam os objetivos da empresa e tenham espaço para crescer junto com ela.
Aqui, valorizamos conversa franca. Gostamos do contato próximo, do café sem cerimônia, da troca simples do dia a dia. Faz parte da nossa cultura manter portas abertas para ouvir, discutir ideias e compartilhar desafios. Essa proximidade com os sócios nunca foi apenas discurso. Sempre acreditamos que as melhores soluções surgem quando existe confiança para conversar de forma transparente.
Também entendemos que retenção não acontece apenas com metas ou resultados financeiros. As pessoas precisam enxergar oportunidade de aprendizado, desenvolvimento e reconhecimento. Quem entra na Catálise precisa sentir que pode evoluir profissionalmente e construir uma trajetória consistente dentro da empresa.
O mercado financeiro costuma ser visto como um ambiente técnico e impessoal. Mas acredito justamente no contrário: as relações humanas continuam sendo o maior diferencial de qualquer negócio.
São elas que sustentam a cultura, fortalecem os times e mantêm a empresa sólida nos momentos mais difíceis.
Olhando para trás, vejo que aquela pequena sala nos ensinou muito sobre construção. Não apenas de empresa, mas de confiança, parceria e valorização das pessoas. É que construímos até o momento. É que vamos preservar.