Por André Fauth, CEO e sócio da Catálise Estruturação e Gestão de Fundos
A Catálise Estruturação e Gestão de Fundos encerrou julho de 2026 com crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado. Em 12 meses, o patrimônio sob gestão passou de mais de R$ 12 bilhões para mais de R$ 18 bilhões, avanço de aproximadamente 50%.
O número de fundos ativos subiu de mais de 155 para mais de 200, crescimento de 29%, enquanto o volume de operações realizadas passou de mais de R$ 70 bilhões para mais de R$ 101 bilhões, alta de 44,3%.
Fundada em 2015 por Bruno Lage e Marcelo Aoki, a Catálise tem André Fauth como CEO e sócio e está sediada em Curitiba, com atuação em mais de dez estados. A empresa já contribuiu para viabilizar crédito a mais de 671 mil empresas e pessoas físicas, com foco na ampliação do acesso ao mercado de crédito.
Para Fauth, o resultado reflete uma estratégia de expansão definida pela companhia de forma planejada.
“Desde o início, nossa estratégia foi construir uma operação capaz de crescer de forma consistente, ampliando a atuação sem perder proximidade com os clientes. Os números mostram que esse planejamento vem funcionando e nos dão espaço para avançar ainda mais nos próximos anos”, afirma.
A empresa também se aproxima da meta de alcançar R$ 25 bilhões sob gestão até o fim de 2026.
“Os contratos que serão fechados ao longo do segundo semestre devem atingir a meta e até superá-la”, diz Fauth.
O desempenho da Catálise acompanha o crescimento do mercado de crédito estruturado. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), as emissões de FIDCs somaram R$ 53,1 bilhões em 559 operações no primeiro semestre de 2026, recorde para o período.
As operações ajudaram a levar as captações totais do mercado de capitais a R$ 361,8 bilhões, também o maior volume registrado em um primeiro semestre.
Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) reúnem recursos de investidores para adquirir direitos a receber, como duplicatas, parcelas de vendas e outros créditos. Na prática, permitem que empresas transformem recebíveis em fonte de financiamento, enquanto os investidores passam a ter acesso a carteiras de crédito com diferentes níveis de risco e retorno.
“Os FIDCs aproximam o mercado de capitais das empresas ao transformar recebíveis em uma alternativa de financiamento. É um instrumento que ganhou espaço e tende a assumir uma participação ainda maior no crédito brasileiro”, afirma Fauth.