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Safegold Summit reúne especialistas para discutir estratégias em cenários desafiadores

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Foto: Divulgação

O cenário econômico, o mercado de crédito e as oportunidades para empresas em momentos de transformação estiveram no centro dos debates do Safegold Summit 2026 – Distressed, Crédito e Mercado, realizado no dia 3 de junho, em Curitiba.

Promovido pela Safegold, o encontro reuniu empresários, agentes financeiros e especialistas das áreas jurídica e empresarial para discutir desafios, tendências e perspectivas que impactam diretamente o ambiente de negócios.

Com foco na troca de conhecimento e no fortalecimento do networking, o evento trouxe reflexões sobre operações de fusões e aquisições (M&A) em empresas em situação especial, critérios que tornam uma companhia financiável e perspectivas para a economia brasileira.

A programação contou com a participação dos advogados Mauricio Ribeiro Maciel e Caio Cesar Corso Quincozes, do economista e fundador da Catálise Investimentos, Marcelo Aoki, e do sócio-fundador e CEO da Safegold, Ezequiel Wilbert.

Identificar vulnerabilidades

Ao abordar as operações de M&A em cenários de estresse financeiro, Maurício Ribeiro Maciel destacou que o mercado de special situations vem ganhando relevância, mas exige preparo e profundo conhecimento dos riscos envolvidos.

Para ele, o sucesso de uma negociação não depende apenas do valuation, mas da capacidade de identificar vulnerabilidades e estruturar adequadamente a operação.

“Em cenários de distressed, o preço da operação vai muito além do valuation. O sucesso depende da capacidade de identificar riscos ocultos e estruturar a transação de forma adequada”, afirmou.

Com base em experiências práticas, o especialista ressaltou que muitas negociações fracassam por falta de conhecimento sobre a própria empresa. Segundo ele, o mapeamento prévio de passivos, contingências e ativos estratégicos é essencial para preservar valor e atrair investidores.

“O autoconhecimento é fundamental. A empresa precisa conhecer seus números, seus riscos e entender exatamente qual é o ativo que desperta o interesse do investidor”, disse.

Maciel também chamou atenção para o papel da modelagem jurídica na viabilização dos negócios.

“A estrutura não é um detalhe da operação. Muitas vezes, ela é o elemento que torna o investimento possível”.

Riscos e fragilidades do negócio

Na sequência, Caio Cesar Corso Quincozes aprofundou o debate sobre os chamados “riscos invisíveis”, aqueles que permanecem ocultos até o momento da diligência e acabam alterando significativamente as condições da negociação.

Segundo ele, a descoberta de passivos desconhecidos reduz o poder de barganha do vendedor e pode comprometer a viabilidade do negócio.

“O maior risco não é aquele que sabemos que existe, mas o que ainda não enxergamos. Quando o comprador encontra uma fragilidade que o vendedor desconhece, a negociação muda completamente de patamar”, destacou.

Ao apresentar casos reais, Quincozes mostrou como falhas de organização, inconsistências patrimoniais e ausência de informações estratégicas podem resultar em perdas financeiras expressivas ou até mesmo no cancelamento de operações.

Para o advogado, a preparação prévia é indispensável para empresas que desejam captar investimentos ou passar por processos de venda.

“O investidor aceita conviver com riscos, desde que consiga compreendê-los e mensurá-los. Quem chega à mesa de negociação conhecendo suas fragilidades e sabendo exatamente o que possui dentro de casa aumenta significativamente suas chances de preservar valor e concluir um bom negócio”, afirmou.

Complexidade do mercado

A análise do ambiente de crédito ficou a cargo do economista Marcelo Aoki, que provocou os participantes a repensarem a forma como empresas e investidores avaliam risco no Brasil.

Na visão do especialista, indicadores tradicionais e análises estáticas nem sempre conseguem capturar a complexidade dos negócios em um mercado marcado por juros elevados e constantes transformações.

“No Brasil, não basta olhar a foto da empresa. É preciso assistir ao filme inteiro, entender sua trajetória, sua cadeia produtiva e para onde o negócio está caminhando”, afirmou.

Aoki alertou ainda para os limites de métricas amplamente utilizadas pelo mercado, como EBITDA, ratings de crédito e estruturas formais de governança. Segundo ele, uma análise consistente deve considerar toda a cadeia produtiva, o ambiente competitivo e os sinais internos de gestão que podem antecipar crises.

“Uma empresa pode apresentar resultados operacionais robustos e, ainda assim, carregar um custo financeiro que compromete sua sustentabilidade. O risco não está apenas no que aparece no balanço, mas no que está acontecendo fora dele”, observou.

Para o economista, identificar precocemente esses sinais permite decisões mais assertivas e reduz a exposição ao risco.

Estrutura financeira das organizações

Encerrando a programação, o ceo da Safegold, Ezequiel Wilbert, apresentou uma análise sobre o atual cenário macroeconômico brasileiro e seus impactos sobre a tomada de decisão das empresas.

Apesar da manutenção da atividade econômica e do consumo, ele destacou que os juros elevados seguem limitando investimentos e pressionando a estrutura financeira das organizações.

“O desafio atual não está na falta de demanda, mas no custo para financiar o crescimento. Existe uma demanda reprimida por investimentos que, em algum momento, voltará ao mercado”, afirmou.

Entre as principais recomendações apresentadas, Wilbert defendeu uma gestão focada na geração de caixa, na liquidez e na eficiência operacional. Segundo ele, empresas que conseguem equilibrar crescimento e disciplina financeira tendem a atravessar com mais segurança os períodos de instabilidade econômica.

“Empresas que focam exclusivamente em faturamento acabam aumentando sua dependência financeira. As organizações mais resilientes são aquelas que administram o crescimento sem perder o controle do caixa”, ressaltou.

O executivo também destacou a importância da reinvenção estratégica diante das mudanças de mercado, defendendo que empresários busquem novas parcerias, revisem modelos de negócio e fortaleçam a transparência na relação com investidores, fornecedores e demais stakeholders.

“A perenidade das empresas depende da capacidade de adaptação. Muitas vezes, crescer não significa fazer mais do mesmo, mas redefinir prioridades, fortalecer parcerias e concentrar esforços naquilo que realmente gera valor para o cliente e para o negócio”, concluiu.

Lançada trilogia sobre recuperação, gestão de crise e performance empresarial

Além dos debates sobre crédito, reestruturação e geração de valor, o Safegold Summit 2026 marcou o lançamento de uma trilogia voltada a empresários, gestores, consultores, agentes financeiros e profissionais que atuam na gestão de crises corporativas.

A coleção reúne as obras “Turnaround Empresarial: como recuperar controle, caixa e confiança em cenários de crise”, de Ezequiel Douglas Wilbert; “Recuperação Judicial e Extrajudicial: contexto, cabimento e passo a passo”, de Meisson Gustavo Eckardt; e “Drivers de Resultado: a lógica por trás da performance empresarial”, de Guilherme Henrique Cóta.

As publicações abordam diferentes etapas da jornada de recuperação e fortalecimento das empresas. Enquanto o livro de Ezequiel Wilbert apresenta métodos para reorganização financeira, estabilização de caixa e retomada da confiança nos negócios, a obra de Meisson Eckardt detalha os instrumentos jurídicos disponíveis para empresas em dificuldade, explicando os caminhos da recuperação judicial e extrajudicial.

Guilherme Cóta explora os principais fatores que influenciam a rentabilidade das organizações, auxiliando gestores a compreenderem as alavancas que impactam diretamente os resultados.

Com linguagem acessível e foco prático, a trilogia propõe uma reflexão sobre a crise não como um ponto final, mas como uma oportunidade de transformação.

Juntas, as obras apresentam um roteiro que combina diagnóstico, reorganização jurídica e financeira e gestão orientada para resultados, oferecendo ferramentas para empresas que buscam preservar valor, recuperar competitividade e construir crescimento sustentável.

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A Safegold foi fundada em 2010 a partir da visão de Ezequiel Douglas Wilbert, especialista em finanças com ampla experiência no setor. Desde 2002, ele já percebia que muitas empresas brasileiras enfrentavam dificuldades não por falta de potencial, mas por falhas na gestão -cenário que o inspirou a criar uma consultoria dedicada a transformar negócios com inteligência financeira e excelência na gestão. Inicialmente concebida como uma UTI empresarial voltada para turnaround, gestão de caixa e mediação de dívidas, a Safegold evoluiu ao longo dos anos. Em 2015, ampliou sua atuação com a criação da área de Controladoria e FP&A, oferecendo uma visão 360º dos negócios. Em 2018, incorporou Business Intelligence e automação de indicadores, fortalecendo sua capacidade analítica e estratégica. Hoje, posiciona-se como uma boutique de gestão com forte viés tecnológico, especializada em Performance Empresarial e Reestruturação de Negócios. Com uma equipe multidisciplinar de mais de 50 profissionais e mais de 300 empresas atendidas, a Safegold entrega soluções personalizadas com foco em resultados sustentáveis, decisões baseadas em dados e estratégia empresarial. Entre seus reconhecimentos estão o selo Microsoft Partner, software próprio de tesouraria e quatro prêmios Mérito em Administração em Santa Catarina.

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