Economia PR - Como a profissão de corretor está se tornando mais complexa

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Como a profissão de corretor está se tornando mais complexa

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Foto: Divulgação

Durante décadas, a atividade de corretor de imóveis esteve associada principalmente à experiência prática e à capacidade de negociação. Hoje, porém, o cenário é outro.

Aspectos como legislação, planejamento urbano, comportamento do consumidor, análise de dados e inteligência artificial passaram a fazer parte da rotina de um mercado cada vez mais complexo e profissionalizado.

Nesse contexto, a capacitação contínua ganha protagonismo. Para Derli Lessnau, coordenador dos cursos da Universidade Apolar (UNIAP), a evolução da profissão acompanha as transformações do próprio mercado imobiliário. Para ele, a tendência é que as exigências de formação continuem evoluindo nos próximos anos.

“O que nós acreditamos é que, com esse boom de tecnologia, dentro de pouco tempo não será possível ser corretor se não tiver uma formação superior”, afirma.

A percepção ajudou a impulsionar a criação da iniciativa educacional da Apolar que hoje oferece cursos de MBA e graduação em Gestão de Negócios Imobiliários voltados para profissionais que já atuam ou desejam ingressar no setor.

Como parte desse movimento de atualização profissional, a Universidade Apolar (UNIAP) está com inscrições abertas para o curso de MBA em Gestão de Negócios Imobiliários.

A formação tem duração de 12 meses, com início previsto para 17 de agosto de 2026, e aulas realizadas todas as segundas-feiras, das 19h às 22h. Voltado para profissionais que desejam aprofundar conhecimentos sobre gestão, mercado e novas ferramentas do setor, o curso tem como foco a preparação contínua diante das transformações da atividade imobiliária. 

A evolução da profissão ajuda a explicar esse movimento. Segundo Lessnau, quando a atividade foi regulamentada, na década de 1960, praticamente não havia exigências formais de formação. Com o passar dos anos, a regulamentação avançou, surgiu a exigência do curso Técnico em Transações Imobiliárias (TTI) para obtenção do registro profissional e as demandas do mercado se tornaram mais sofisticadas.

Além dos conhecimentos tradicionais sobre compra, venda e locação de imóveis, os profissionais precisam compreender aspectos jurídicos, tendências de consumo, desenvolvimento urbano e novas tecnologias.

“Os recursos vinculados à tecnologia permitem que o gerenciamento de cada atendimento, de cada CRM, de cada lead e de cada pesquisa seja muito mais profissional, gerando maior probabilidade de negócios e maior satisfação dos clientes”, explica.

Para o coordenador, a inteligência artificial já faz parte dessa nova realidade, mas representa apenas um dos elementos de uma transformação mais ampla.

“Hoje é preciso que cada corretor esteja atento à sua formação e à sua adequação ao processo de inteligência artificial, utilizando os recursos possíveis em termos de divulgação, aperfeiçoamento e suporte aos clientes”, conclui.

Para Lessnau, no entanto, a tecnologia é apenas uma das mudanças que vêm transformando o setor. Questões como legislação, comportamento do consumidor, desenvolvimento urbano e o próprio cenário econômico também impactam diretamente a atividade.

Nesse contexto, acompanhar as transformações do mercado passa a ser parte essencial da formação dos profissionais imobiliários.

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