Economia PR - Marcelo Lamego: consórcio e construção de patrimônio

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Marcelo Lamego: consórcio e construção de patrimônio

Câmbio de Ideias Consórcio Marcelo Lamego
Foto: Divulgação

Consórcio ainda é visto por muitas pessoas como uma forma de comprar carro ou imóvel. Mas a ferramenta pode ir muito além e fazer parte do planejamento financeiro e patrimonial de famílias e empresas.

Esse foi o tema do segundo episódio do Câmbio de Ideias, podcast do Economia PR, que recebeu Marcelo Lamego, profissional com 25 anos de experiência no mercado de consórcios.

Em conversa com Letícia Lichacovski, ele explica como o consórcio pode ser utilizado no planejamento de grandes aquisições, na expansão de patrimônio e na preparação para oportunidades de negócio.

Marcelo também fala sobre contemplação, lances, custo do capital e os principais cuidados para quem pretende contratar um consórcio. Para ele, o ponto de partida não é o produto, mas o projeto que a pessoa ou empresa deseja realizar.

“O consórcio não é fim, ele é meio. Ele é uma ferramenta.”

Quer ouvir a conversa completa? Dê o play no episódio abaixo.

O que você vai encontrar neste episódio do Câmbio de Ideias?

  • Por que o consórcio ainda é associado principalmente à primeira aquisição
  • Como a ferramenta pode ser utilizada na construção e expansão de patrimônio
  • A relação entre consórcio e planejamento financeiro
  • Como famílias podem se preparar para futuras aquisições
  • Como empresas podem utilizar o consórcio em projetos de expansão
  • O que significa avaliar o custo do capital antes de antecipar uma aquisição
  • Como funcionam contemplação e lances dentro da estratégia
  • Por que a pressa pode comprometer a eficiência de uma operação
  • Quais são os erros mais comuns na contratação de um consórcio
  • Como identificar promessas irreais no mercado
  • O que avaliar antes de escolher um profissional ou administradora
  • A importância da educação financeira para tomar decisões
  • Por que o projeto deve orientar a escolha do consórcio
  • A força do mercado de consórcios no Paraná

Perguntas e respostas sobre consórcio, planejamento e patrimônio

O que muda quando o consórcio passa a ser visto como uma ferramenta de planejamento?

Segundo Marcelo Lamego, a principal mudança é deixar de pensar primeiro na necessidade de crédito e passar a se preparar financeiramente para oportunidades futuras. A lógica é construir uma disciplina financeira antes que uma oportunidade apareça. Dessa forma, quando surgir um projeto de aquisição ou expansão, a pessoa ou empresa já pode ter uma estrutura financeira planejada para avaliá-lo.

O consórcio pode ser utilizado para construção e expansão de patrimônio?

Sim. Na avaliação apresentada por Marcelo, o consórcio pode ser utilizado não apenas para uma primeira aquisição, mas também dentro de estratégias de expansão patrimonial. A aplicação pode envolver diferentes projetos, desde aquisições pessoais até operações empresariais de maior porte. O ponto central é avaliar previamente qual é o projeto e de que maneira a ferramenta pode ser adequada a ele.

Por que o planejamento financeiro é importante para utilizar um consórcio?

O planejamento permite que a parcela seja compatível com o fluxo financeiro da pessoa ou empresa, reduzindo a pressão por uma contemplação imediata. Marcelo compara essa lógica a uma espécie de “poupança compulsória”: estabelecer uma contribuição periódica para um projeto futuro e manter a estrutura financeira preparada para quando surgir uma oportunidade.

Empresas também podem utilizar consórcio no planejamento patrimonial?

Sim. De acordo com Marcelo, a ferramenta pode ter diferentes aplicações no ambiente empresarial, inclusive em projetos de expansão e grandes aquisições. Entre os exemplos discutidos estão a compra de empresas, aquisição de imóveis, renovação de frota e outras iniciativas relacionadas ao crescimento do negócio. A utilização, porém, depende das características de cada projeto e da estrutura financeira da empresa.

O que é custo do capital e por que ele deve ser considerado?

Custo do capital é o custo associado à obtenção dos recursos necessários para realizar uma operação. Na conversa, Marcelo destaca que esse cálculo é importante especialmente quando existe a possibilidade de antecipar uma contemplação por meio de um lance. Dependendo do custo dessa antecipação, pode ser necessário comparar a alternativa com outras formas de captação disponíveis no mercado. A pergunta, portanto, não é apenas quanto custa o crédito, mas até que ponto vale a pena pagar determinado custo para acelerar uma operação.

Ter pressa para ser contemplado pode ser um problema?

Pode. Marcelo defende que o consórcio é mais adequado quando não existe uma necessidade emergencial de crédito. Se a pessoa precisa obrigatoriamente do recurso naquele momento, uma operação de crédito tradicional pode ser mais compatível com a urgência. O consórcio trabalha com outra lógica de tempo e planejamento. Por isso, a necessidade imediata deve ser analisada antes da contratação.

O que é um lance consciente em um consórcio?

É o lance considerado dentro da estratégia financeira do projeto, levando em conta o custo do capital e a viabilidade da operação. Na avaliação de Marcelo, não faz sentido estabelecer um lance simplesmente para tentar antecipar a contemplação a qualquer preço. É necessário calcular quanto aquela antecipação efetivamente custa e avaliar se o negócio continua fazendo sentido.

Quais são os principais erros de quem contrata um consórcio?

Um dos principais erros apontados por Marcelo é contratar o consórcio a partir de uma necessidade emergencial, quando o projeto exige acesso imediato ao recurso. Outro problema é acreditar em promessas de contemplação garantida ou em resultados que não podem ser previstos. A recomendação apresentada no episódio é estudar o produto, entender suas regras, avaliar o próprio projeto e escolher profissionais com conhecimento técnico para orientar a decisão.

Como identificar promessas irreais no mercado de consórcios?

Marcelo recomenda atenção a promessas de contemplação garantida em determinado período ou a discursos que apresentem o consórcio como uma solução capaz de fazer “tudo”. Entre os cuidados citados estão investigar o profissional, conhecer a empresa, buscar referências de clientes e entender quem é a administradora responsável pela operação. A orientação é desconfiar de facilidades apresentadas sem explicação técnica ou sem dados que sustentem a promessa.

O que avaliar antes de escolher um profissional ou administradora?

A orientação discutida no episódio envolve investigar tanto o profissional quanto a empresa por trás da operação. Entre os pontos mencionados estão experiência, referências de clientes, características da administradora, histórico de atuação e capacidade de explicar de forma transparente as regras e limitações do produto. Para Marcelo, a relação não deveria ser tratada apenas como uma venda de uma cota, mas como parte de um projeto financeiro que exige acompanhamento e orientação adequada.

Qual é a importância da educação financeira para tomar decisões sobre consórcio?

A educação financeira ajuda o consumidor a compreender diferentes instrumentos financeiros e avaliar qual deles é adequado para cada momento. Na conversa, Marcelo relaciona a falta de conhecimento financeiro à dificuldade de compreender o funcionamento do consórcio e de avaliar propostas apresentadas no mercado. Para ele, ampliar esse conhecimento é importante tanto para consumidores quanto para empresas, permitindo decisões mais conscientes sobre planejamento, crédito e patrimônio.

O consórcio deve se adaptar ao projeto ou o projeto ao consórcio?

Para Marcelo, é o projeto que deve orientar a utilização da ferramenta. A frase resume um dos principais conceitos do episódio: “não é você que tem que encaixar o consórcio, você que tem que encaixar o teu projeto no consórcio”. Na prática, isso significa primeiro compreender o objetivo financeiro ou patrimonial e depois avaliar se o consórcio pode contribuir para realizá-lo.

Por que o consórcio é considerado um meio, e não um fim?

Porque o consórcio não é o objetivo final da operação. Ele é uma ferramenta que pode ajudar a viabilizar um projeto. O objetivo pode ser adquirir um imóvel, expandir uma empresa, renovar uma frota ou realizar outra aquisição planejada. O consórcio entra como uma das alternativas que podem ser avaliadas para estruturar esse projeto.

Por que o Paraná tem força no mercado de consórcios?

No episódio, Marcelo relaciona a força do Paraná no mercado de consórcios a características do público e ao tamanho do mercado estadual. Ele também destaca uma percepção de maior investigação e criticidade por parte do consumidor paranaense, embora ressalte que outros estados também apresentam oportunidades de crescimento.

Ou assista ao episódio completo em:

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Câmbio de Ideias, do Economia PR, é um espaço de conversas sobre negócios, inovação, tecnologia, liderança e as transformações que movimentam o Paraná. Em cada episódio, o Economia PR recebe empreendedores, executivos, especialistas e lideranças para trocar ideias sobre os desafios do presente, as oportunidades do futuro e os caminhos para transformar conhecimento em impacto. Mais do que entrevistas, o Câmbio de Ideias busca conectar diferentes perspectivas e colocar em pauta as pessoas, estratégias e movimentos que estão ajudando a construir uma nova economia no Paraná.

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