Economia PR - OrthoDontic, nascida no PR, chega a 281 municípios do país

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OrthoDontic, nascida no PR, chega a 281 municípios do país

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Foto: Miroshnichenko / Pexels

A OrthoDontic, rede de clínicas odontológicas fundada em Londrina, opera atualmente em 281 municípios brasileiros com cerca de 350 unidades. Do total, 293 estão localizadas fora das capitais, reforçando um movimento de interiorização observado no franchising nacional.

A trajetória da empresa está ligada a um debate cada vez mais presente no setor: como manter escala nacional em mercados com perfis econômicos, populacionais e culturais diferentes entre si. A rede combina presença em grandes centros com atuação em cidades médias e pequenos municípios desde sua origem, no Paraná.

Interiorização do franchising ganha força no país

O movimento acompanha uma tendência nacional. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), as redes de franquias já estão presentes em 69% dos municípios brasileiros, ante 61% em 2024.

A entidade also aponta a interiorização — com avanço sobre cidades médias e menores — entre as principais tendências do setor para 2026. No primeiro trimestre de 2026, o setor faturou R$ 72,7 bilhões, crescimento de 10,1% sobre o mesmo período do ano anterior, mantendo presença próxima de 70% dos municípios do país.

Presença em pequenos municípios

Os estados com maior presença da marca são São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A menor cidade onde a rede está presente é Rodeio, no Vale Europeu catarinense, com pouco mais de 12 mil habitantes.

A OrthoDontic também opera em Ituporanga (SC), Porto Belo (SC), Piraju (SP) e Dois Irmãos (RS), todas com menos de 31 mil moradores. Ao todo, 24 municípios com menos de 50 mil habitantes possuem uma unidade da rede.

Padrão clínico único, estratégia comercial adaptada

Operar em mercados de tamanhos diferentes aumenta a complexidade da expansão, já que densidade populacional, renda e hábitos de consumo variam de cidade para cidade. Ainda assim, os padrões clínicos e o portfólio de tratamentos precisam permanecer consistentes em toda a rede.

“Quando você está presente em cidades tão diferentes quanto Rodeio, no interior de Santa Catarina, e São Paulo, percebe rapidamente que não existe uma receita única para tudo. O que aprendemos ao longo dos anos é que os processos precisam ser os mesmos, mas a forma de se relacionar com cada comunidade muda bastante”, afirma Camila Stocco, gerente de Expansão e Implantação da OrthoDontic.

Nas grandes cidades, a captação de pacientes é apoiada principalmente por campanhas digitais de maior alcance. Já nos municípios menores, ganham peso parcerias com o comércio local, participação em eventos da comunidade e o relacionamento com influenciadores regionais.

“Nenhuma campanha substitui o conhecimento de quem vive na cidade. O franqueado sabe quais são as referências locais, conhece as pessoas e entende como aquela comunidade funciona. Isso faz muita diferença principalmente nos municípios menores”, acrescenta Camila.

O caso de Caetité (BA)

A experiência da rede mostra que o potencial de uma praça não pode ser avaliado apenas pelo número de habitantes. Em Caetité, no interior da Bahia, cidade com cerca de 53 mil moradores, uma unidade da OrthoDontic foi aberta em 2023.

A expectativa inicial era conquistar 150 pacientes nos três primeiros meses de operação. Em apenas 15 dias, a clínica já havia fechado 280 contratos.

Hoje, segundo a rede, a unidade atende aproximadamente 2 mil pacientes por mês e emprega 19 pessoas, consolidando-se como referência regional em saúde bucal na região.

Próximos passos da expansão

A presença em cidades médias e pequenas segue como parte da estratégia da OrthoDontic, ao lado do crescimento em grandes mercados. A análise de novas praças considera perfil populacional, potencial de demanda, aderência ao modelo de negócio e, em alguns casos, oportunidades de conversão de clínicas já existentes.

“Em muitos municípios, a clínica passa a fazer parte da rotina da cidade. A equipe participa de ações locais, conhece os pacientes pelo nome e cria uma relação muito próxima com a comunidade. Isso acaba fortalecendo os vínculos de uma forma que nem sempre acontece nos grandes centros”, diz Camila.

Para redes nacionais, a discussão deixa de ser escolher entre capital ou interior. A questão passa a ser como crescer nos dois mercados, entendendo as particularidades de cada um.

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