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Os robôs autônomos já chegaram ao Brasil

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Foto: usertrmk/freepik

Em tempos de inteligência artificial, em que podemos alcançar o que precisamos digitalmente com apenas um toque, uma nova era está a caminho. Originados da Indústria 4.0, os robôs autônomos já chegaram ao Brasil e começam a marcar presença em diversos setores da economia do país.

A entrada desse tipo de robótica acontece desde as indústrias – como podemos ver nas áreas de logística, saúde e alimentação, por exemplo – até dentro das residências. Um exemplo clássico da atuação dessa tecnologia nos lares são os robôs aspiradores, produto que tem conquistado cada vez mais destaque no coração dos brasileiros, muito por sua praticidade no dia a dia.

E é justamente o prático que chama a atenção. O consumidor, ao chegar em casa após um dia exaustivo, irá se contentar em ver o trabalho organizado feito pela robótica (além do tempo que foi poupado para ele). O empreendedor que entender a necessidade de tornar o cotidiano mais ágil e simplificado sairá na frente nesse mercado – que, por sua vez, ainda demanda atualizações constantes.

E, por falar em novidades: um segmento que tem adotado o uso de robôs autônomos, mesmo que ainda de maneira tímida, é o de franquias. Por meio de adaptações, as operações em unidades estão se ajustando para se enquadrarem na presença da robótica no futuro.

O movimento feito pelas franqueadoras também dialoga com a realidade da economia brasileira, uma vez que o setor movimentou mais de R$ 300 bilhões em 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Ou seja, o que antes parecia inatingível ou “algo para o futuro”, agora se torna gradualmente viável para a indústria do país, em diferentes domínios. No entanto, com a adoção dos robôs autônomos por parte dos empresários, o assunto acerca do quadro de empregos no Brasil volta à tona. Nesse sentido, a tecnologia pode substituir totalmente a mão de obra humana?

Em partes, sim. A velocidade e automação nas tarefas é um ponto de extrema vantagem para as máquinas. Porém, o material humano não pode ser descartado.

Isso porque, apesar de possuir grande capacidade operacional, a robótica ainda pode apresentar defeitos ou simplesmente não conseguir realizar uma demanda específica, sendo necessária a participação de um colaborador da empresa.

Além disso, a criatividade segue desempenhando papel fundamental para a evolução de processos corporativos. E esse é mais um passo que os robôs não conseguem alcançar por completo.

Com o avanço da tecnologia no país, é primordial retornarmos a um tema que é bastante debatido há anos: a convivência mútua entre pessoa e máquina. A união entre ambos traz a possibilidade de abrir portas no futuro e revolucionar ainda mais o campo da inovação no cenário brasileiro.

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Erlon Labatut é consultor associado à ABF – Associação Brasileira de Franchising, administrador pela UFPR e Mestre em Eng. Industrial pela UTFPR. Possui larga experiência em múltiplas áreas: mais de 50 empresas atendidas. Erlon possui mais de 20 anos de atuação no setor de negócios e varejo, sendo 14 destes dedicados totalmente ao franchising – sendo uma das maiores autoridades do setor no país. Atuou como coordenador do curso de franchising da ISAE-FGV e também como coordenador do Empretec.

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