Em tempos de avanços e surgimentos de tecnologias, a robótica ganha cada vez mais espaço em diversos cenários. Os setores domésticos e varejistas são exemplos claros desse crescimento. Porém, a ascensão vem acompanhada de desafios – e aqui não estamos abordando os obstáculos da implementação da robótica em si, mas sim daqueles que irão “conviver” com elas.
Além de inserir as tecnologias em um mercado que se mostra concorrente de forma gradativa, as empresas também terão de capacitar os colaboradores para utilizarem os robôs como aliados em vez de inimigos.
Isso porque, conforme as notícias sobre inteligência artificial são veiculadas, a ideia de que “a IA veio roubar empregos” se torna maior a cada passo.
O medo é natural, mas precisa ser tratado. É comum que novidades venham com dúvidas e processos que necessitem ser instaurados. No entanto, é importante analisar que toda transformação tecnológica é, acima de tudo, humana.
Ignorar receios que partem dos trabalhadores com relação a perda de espaço é um dos maiores erros que as empresas podem cometer.
O que é necessário compreender é que o robô muda o trabalho e não o colaborador – por quê?
A robótica exerce uma função normalmente baseada na repetição de tarefas, além de atuar em atividades de risco e no transporte de produtos. O lado humano, como já é conhecido, fica responsável pela criatividade, pela solução de problemas e pelas tomadas de decisões que permitem a melhoria contínua do varejo.
Logo, o que se vê é que a união entre ambas as partes contribui para o crescimento corporativo. Assim, o treinamento para o uso dos recursos tecnológicos deve acontecer antes da implantação – ou seja, em vez de instalar o robô para depois ensinar a equipe, o processo deve ser o inverso.
Neste momento, a comunicação deve ser transparente e acompanhada de demonstrações práticas, sempre com abertura para perguntas e comentários por parte dos colaboradores.
Uma empresa pode comprar o melhor robô do mercado, mas se não houver estratégia para aliar essa ferramenta aqueles que estão cotidianamente inseridas no sistema da marca, de nada irá adiantar o investimento.
Além disso, se houver resistência e medo por parte dos funcionários, o projeto tende a fracassar. Reconhecer que robôs funcionam por programação, e pessoas por propósito é primordial para a inclusão nesse nicho.
Empresas que veem a robótica apenas como uma forma de reduzir custos deixam de aproveitar seu verdadeiro potencial. Ao preparar as equipes para trabalhar com essas tecnologias, criam ambientes mais produtivos, colaborativos e preparados para a inovação.
Afinal, a tecnologia evolui rapidamente, mas são as pessoas que determinam o sucesso de qualquer transformação.