Economia PR - Fator humano amplia desafios da cibersegurança nas empresas

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Fator humano amplia desafios da cibersegurança nas empresas

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Foto: magnific

A segurança digital nas empresas depende não apenas de tecnologias de proteção, mas também das decisões tomadas diariamente pelos colaboradores. Abrir links, autorizar acessos e atender a solicitações financeiras são exemplos de situações em que uma ação individual pode expor sistemas e informações a riscos.

O relatório Data Breach Investigations Report 2025, da Verizon, aponta que o fator humano esteve envolvido em cerca de 60% das violações de dados analisadas. A categoria abrange diferentes situações, incluindo erros, uso indevido de privilégios e interações com ataques de engenharia social, e não se limita a casos de phishing.

Uma das estratégias para preparar equipes é reproduzir situações de risco em ambientes controlados. A Teletex, empresa de tecnologia, desenvolveu o CyberX, iniciativa vinculada à plataforma CyberCare que combina simulações de ataques, cenografia e atividades gamificadas para trabalhar decisões relacionadas à segurança da informação.

Segundo Bruno Pereira, líder de Arquitetura de Cibersegurança e Observabilidade da empresa, a proposta é estimular os profissionais a verificar solicitações e questionar situações suspeitas antes de agir. De acordo com ele, a iniciativa já alcançou mais de 10 mil pessoas no Brasil.

Treinamento considera riscos de cada área

A conscientização em segurança digital também envolve adaptar os conteúdos às atividades de cada equipe. Profissionais de finanças, tecnologia da informação e atendimento, por exemplo, lidam com diferentes tipos de solicitações, dados e possíveis tentativas de fraude.

A iniciativa da Teletex inclui simulações de phishing por diferentes canais e trilhas de aprendizagem ajustadas aos riscos de cada área. A empresa informa que oferece o programa gratuitamente a clientes e a outras organizações interessadas.

A preparação também é relevante em setores que trabalham com informações sensíveis. No ambiente hospitalar, os cuidados envolvem dados digitais, prontuários, documentos físicos e credenciais de acesso.

Shenandoan Daur, CIO do Real Hospital Português, afirma que a experiência do CyberX ajudou a reunir lideranças para discutir o papel dos profissionais na proteção das informações. Segundo ele, a segurança não deve ficar restrita à equipe de tecnologia, pois diferentes áreas utilizam dados, documentos e sistemas no cotidiano.

A adoção de treinamentos, porém, é apenas uma parte da estratégia de proteção. Políticas de acesso, processos de verificação, controles tecnológicos e atualização contínua das orientações também integram a gestão de riscos cibernéticos.

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