Com o jeito da gente
Ouço isso de muitos empresários o desejo de que os colaboradores se aproximem do que a empresa é e vive em sua rotina. Em outras palavras, esses líderes querem que essa equipe tenha “fit cultural”, ou seja, que compactue com os valores e a dinâmica do negócio. É o que chamamos, na literatura, de cultura organizacional.
Dados do governo do Paraná apontam que a taxa de desemprego no estado atingiu 3,5% da força de trabalho no 1º trimestre de 2026, uma queda de 12,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, o que posicionou o estado paranaense com a quarta menor taxa do Brasil.
Ainda assim, observa-se uma inquietação em vários setores quanto às pessoas que “não permanecem no emprego”.
Culpam-se as mudanças de geração, que buscam outras perspectivas de vida, mas, na prática, como equilibrar as necessidades do mercado com novas visões sobre o mundo do trabalho?
Que se conecta com gente
Com atendimentos rápidos e sem personalização, com conversas sem energia e olhares distantes, com passos sincronizados ao som dos fones de ouvido, para não ter conexão ou para não ser percebido, a vida de muitos empregados segue.
Por outro lado, um dos perfis de cliente com aumento expressivo da taxa de consumo é o dos idosos, que movimenta cerca de R$ 2 trilhões por ano no Brasil, o equivalente a aproximadamente 25% do consumo das famílias, segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia e Finanças (Ibef).
Esse segmento, em sua maioria composto por pessoas que não nasceram nem cresceram vinculadas às telas, valoriza “gente que conversa, que ri, que ouve, que interage”.
Se o seu negócio tiver pessoas assim, tem grandes chances de cativar esse público fiel e crescente na economia, e ainda gerar bons lucros para sua empresa.
Que compreenda o processo da gente
Com tanta informação e soluções prontas ou pré-produzidas, o processo de aprendizagem dentro de uma empresa está ainda mais célere.
Até aí, tudo bem, porque o movimento do mercado também é extremamente dinâmico e exigente.
O detalhe que gera ruído é quando novos colaboradores não se integram ao processo (de crescimento, de compreensão do negócio e de entendimento do que está sendo feito) e almejam resultados imediatos, sem o mínimo de estrutura para tal. Desejam alavancar a carreira sem participar ou compreender o processo.
A insatisfação de quem construiu ou gerencia aumenta. A incompreensão de outro lado, também.
Todos dizem que sabem.
Muitos querem atenção.
Outros vendem soluções sem saber a quem.
Hoje não proponho respostas, mas reflexões.
Ao fim, a gente ainda precisa de gente!